Seu pai foi o famoso senhor de engenho, o coronel e promotor
"Nicolau da Costa Mattos",
fazendeiro forte da época, tinha fazendas de café, cana de açucar e gado... da região de Manhuaçu e Alto Jequetibá - MG
Minha bisa disse certa vez que, ela ficava na fazenda na casa de seu pai e tinha todos os privilégios por ser uma filha muito querida e amada era bem tratada e muito "mimada" e que muitas pessoas implicavam com ela por causa disto, porque seu pai tinha outros filhos com outras escravas e eles não podiam ficar na Casa Grande. Ela contava tambem que sua mãe era a cozinheira do senhor seu pai, pessoa de confiança dele e que sua mãe tinha uma voz linda que cantava e encantava o senhor Nicolau e eles se apaixonaram!
Antigamente, para se casar, eram os pais que escolhiam os pretendentes para suas filhas. Mesmo sem se conhecerem, para saber se iam gostar um do outro ou não, como futuro marido ou esposa, mas sabiam que seria para sempre.

Com apenas 12 anos teve que se casar com
João Conrado Eler filho de Henrique Conrado Eller imigrante alemão.
Era ainda criança que brincava de bonecas.^
Mas,
era o costume da época.
Teve 3 filhos:
01 - Albertino Conrado Eller (meu avô)
02 - Maria Mattos Eller
03 - Pastor Tito Eller Mattos
Nicolina, na verdade não foi feliz no casamento, eles se separaram e ela enfrentou sérias situações, sabe Deus porque... ?
Nicolina na sua velhice, foi morar em nossa casa, meu pai Jair e minha mãe Emília, deram a ela o maior carinho e apoio, em Governador Valadares Ela gostava de passear nas casas dos parentes e ajudava minha mãe na cozinha fazendo as refeições, morou até o final de sua vida.
Interessante minha bisa, não mudou o modo de se vestir, ela usava duas anáguas engomadas por baixo da saia longa, toda franzida na cintura o comprimento era até nos tonozelos e sempre usava bluzinhas com mangas compridas cheias de rendinhas e babadinhos.
Morou em Alto Jequitibá e depois em D. Cavate - MG
Era evangélica e frequentava a Igreja Batista, amava ir na igreja.
Eu a achava linda!
Era de muito bom gosto.
Era muito cuidadosa com seu visuual.
Era crocheteira...
Gostava de fazer barras de crochê com linha de carretel branca com as palavras por exemplo: "amor, amizade..." para dar de presentes para as amigas.
Faleceu em dezembro de 1967 com 92 anos.
Saudades eternas!
Mariana Eler